MARROCOS - por Gabi
Em 2019 realizei um sonho antigo: conhecer o Marrocos.
Embarquei nessa aventura ao lado da minha amiga Luisa, que já tinha um roteiro todo planejado. Era um daqueles destinos que já habitavam a imaginação das fotos que já havíamos visto, os desertos dourados, os mercados coloridos, as ruas labirínticas das medinas.
Foram vinte dias atravessando o país e vivendo uma imersão completa em sua diversidade. Passamos por Marrakesh, Fez, Chefchaouen, Rabat, Casablanca, Merzouga e Essaouira. Cada cidade parecia um novo mundo.
Em Marrakesh, o caos encantador da praça Jemaa el-Fna, com seus sons, cheiros e histórias.
Em Fez, nos perdemos entre becos estreitos e oficinas centenárias de tintureiros de couro.
Chefchaouen nos recebeu como um sonho azul.
Em Merzouga, o deserto do Saara nos ensinou o quanto nós somos pequenos diante ao mundo.
Rabat e Casablanca mostraram um lado moderno, aberto e cosmopolita, enquanto Essaouira trouxe o alívio do vento do mar e o ritmo tranquilo de uma cidade costeira.
O Marrocos é um país que desperta todos os sentidos: o perfume dos temperos nas feiras, o chamado à oração ecoando pelas mesquitas, o brilho das tapeçarias, o sabor do chá de hortelã, o pôr do sol alaranjado sobre o deserto.
Entre as estradas e as pausas, fomos sendo tomadas por uma sensação constante de encantamento, como se a cada dia o país se revelasse um pouco mais.
Voltei de lá com a certeza de que há lugares que transformam. E o Marrocos, com sua força, suas cores e contrastes, é definitivamente um deles.
Para fechar a viagem com chave de ouro, e guardar tudo o que vivemos na pele, fizemos juntas uma tatuagem em berbere, idioma ancestral do país.
A frase dizia: compreender-se pequeno, sentir-se imenso.
Uma lembrança do que o Marrocos nos ensinou: a grandeza está em reconhecer a própria pequenez diante do mundo.